Na lonjura do horizonte a busca etérea da luminosidade espiritual...da doçura do sonho às agruras da realidade.Palavras e imagens que, devagar, divagam entre ignotas luzes, sombras e penumbras, de ciclos de vidas incertas e perdidas na voragem do tempo
Terça-feira, 18 de Outubro de 2005
Folclore...urnas...frustração de muitos

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Passou já cerca de um mês que plantei neste nicho algo que se lêsse, mas por vitimização temporal, e sempre o tempo como bode expiatório das nossas impossibilidades, acabei por nem sequer participar na campanha eleitoral recente. Nem tudo foi mau, pois encontrava-me na vizinha Espanha que se debatia com o problemático Estatuto da Catalunha, em que o artigo nº1 atribuía a essa região o ápodo de NAÇÃO. Ora aí residia o complexo de uma nação dentro da grande nação que é Espanha! Creio que já terão corrigido o anacronismo. Ainda havia o "assalto" de subsarianos a Melilla e Ceuta que muitas dores de cabeça criaram a Zapatero e a Marrocos, tudo mercê da nova legislação espanhola para imigrantes. Que se cuidem, antes que a sarna avance!


Creio que, entrementes, Carmona Rodrigues já se havia deleitado com a gozação da latrina de Manuel Carrilho que, no final do debate o não cumprimentou, receando conspurcar as mãos com bacilos coliformes e outras essências fecais. Foi, indubitavelmente, um acto à rebelia dos hipocrisíacos estatutos da boa conduta e normas políticas. Todavia não foi, per si, a causa mais evidente da derrota eleitoral do PS na capital...muitas outras "porcarias" terão levado a tais resultados. Analise quem de direito!


Mais uma vez o nosso povo se deixou seduzir e embalar pela canção do bandido, mercê da sua fetal tendência para o folclore e telenovelas, coisas que o deixam enlambuzado pelo invólucro do caramelo tentador. Na realidade o nosso povo não se deixa seduzir por quem lhe retira um mínimo alfinete, mas por outro lado premeia quem lhe abane com a mais miserável das guloseimas. Dar é-lhe impensável, pois só quer receber! Habituou-se, este humilde povo que nunca teve nada, a idolatrar e endeusar quem lhe promete qualquer insignificância, mesmo que depois lhe conceda apenas um pouco de protagonismo mediático. Tal facto leva-me a crer que somos amantes do "coitadinho", mesmo quando este se proclama como o rei dos "coitadinhos". Desta forma, Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro, Isaltino Morais e quejandos, tiveram o privilégio de se verem na pele de "coitadinhos", após autênticas novelas (algumas tele-) de intrigas e populismo decadente.
Eis aqui a razão, quase masoquista, do nosso povo gostar de fantasiosas novelas, reality-shows degradantes e tricas futebolísticas...o seu verdadeiro ópio...o que lhe rende matéria de linguarejo, outra ancestral virtude lusitana.
Concluindo, o nosso povo, na sua maioria, continua a ter aquilo que merece, e não sou o pai desta ideia. Deverá ser uma particularidade genética para a qual não se antevê hipóteses de mutação.


E, é claro, tendo sido apresentado o novo Orçamento de Estado para 2006, com todas as virtudes e defeitos que possa conter, eu é que não poderia conter um comentário baratucho, populista, mas de desencanto.
Mais uma vez, na absoluta impossibilidade de se mexer nos privados e na falta de coragem e covardia de não se cortarem as mordomias dos políticos e gestores públicos (já), o ónus da despesa Nacional cairá, como é óbvio, sobre a cerviz dos já excessivamente exprimidos funcionários públicos, os tais que na sua quase maioria (os de mais baixas remunerações) não conseguem, no seu conjunto, ganhar tanto como o somatório dos políticos e gestores públicos, que esgotam o erário público do nosso País. É uma verdadeira VERGONHA NACIONAL!, culpa de POLÍTICOS INCOMPETENTES EGOÍSTAS e NARCISISTAS. Não entendem que  representam um povo, mas que a Pátria não é coutada sua.
A Função Pública é o único bode expiatório de todos e quaisquer maus governantes que se sentem castrados perante o poder empresarial e económico privados. É também a face visível de toda uma problemática de incompetência de gestão pública que, pouco a pouco, vai sendo aniquilada até à exaustão.
E ainda pensam que a solução do enorme défice será privatizar o pouco que sobra do erário público nacional, ao ponto de qualquer dia nada mais haver para privatizar e todo o valor da riqueza pública, de todos nós, ficar reduzida ao ZERO ABSOLUTO. Assim restará apenas a riqueza oportunística dos privados e não haverá Estado, pois sem bens públicos o mesmo não terá existência lógica, nem palpável. Não haverá Função Pública, mas apenas assalariados das empresas privadas que terão então oportunidade de eleger um Governo Privado, manipulável e cingido às pretensões dos seus mentores. Existirão, então, grupos económicos mafiosos, degladiando-se pelo Poder e destinos do País, e nem sequer património cultural nem monumentos serão o símbolo da identidade da nossa Nação.



publicado por dboliveira às 21:06
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